quarta-feira, abril 09, 2008

Onde está o erro?

Neste extracto de uma notícia de hoje do Público online:



Actualização: o erro foi descoberto pelo Armando, a quem dou os meus parabéns!

Trata-se, de facto, da utilização do termo mandatária (o que tem mandato ou procuração para agir em nome de outrem) quando o que deveria ter sido escrito era mandante (pessoa que manda).

20 Comments:

Blogger C@B said...

O erro está em que mais de um ano depois sobre o sucedido ainda estão nos pedidos iniciais... A célere justiça portuguesa no seu melhor!

abril 09, 2008 5:11 da tarde  
Blogger deep said...

É esse também o erro que de imediato detecto...

abril 09, 2008 6:48 da tarde  
Blogger Armando S. Sousa said...

Para mim o erro está que o autor da peça deveria escrever a "ré Maria das Dores" e não a "Viúva Maria das Dores".

Um abraço.

abril 09, 2008 8:04 da tarde  
Blogger Carlota said...

Obrigada pelas vossas respostas, Cab, Deep e Armando.
Mais alguém dá um palpite?
:)

abril 09, 2008 9:24 da tarde  
Blogger Kokas said...

Concordo com o Armando. MAs hoje ficou a saber-se que 23 anos de prisão são, APENAS, 23 anos que nunca são. O bom comportamento vai colocar cá fora, dentro de pouco mais d euma década, alguém que tirou a vida a outro alguém. Pior. Teve traços de cobardia e mandou tirar. É a "Justiça". Nestas dais gostava de lhe chamar outra coisa!

Aquele beijinho!

abril 10, 2008 12:59 da manhã  
Blogger Carlota said...

É verdade, isso do cumprimento das penas, Kokas. Também acho que é uma vergonha. Se é para cumprir metade, então que se dupliquem as molduras penais.
E quanto ao erro, nada mais?...

abril 10, 2008 9:46 da manhã  
Blogger Carlota said...

Desculpa, C@b, enganei-me no teu nome ontem.

abril 10, 2008 9:46 da manhã  
Blogger espumante said...

Não gosto do "implacácel". Sem as aspas ainda era como o outro, o Ministério Público tem de pedir justiça adequada, sem tiradas à la filmes de Perry Mason. De resto, concordo com o Armando. estaria mais adequado que viúva, mas não creio que seja verdadeiramnete um erro.
Beijola

abril 10, 2008 9:49 da manhã  
Blogger espumante said...

Outro erro é estarmos para aqui a atropelarmo-nos um ao outro, a comentar ao mesmo tempo. Há que respeitar os semáforos, que eu cheguei primeiro
:)

abril 10, 2008 9:50 da manhã  
Blogger Beg said...

Nao percebo nada destas coisas de direiro, mas o erro nao tera' a ver com a ultima frase "Já o advogado assistente da família da vítima tinha pedido a aplicação da pena máxima de prisão (25 anos) para cada um dos arguidos."?

abril 10, 2008 9:59 da manhã  
Blogger Beg said...

Desculpa, queria dizer "direito" em vez de direiro.

abril 10, 2008 9:59 da manhã  
Blogger Carlota said...

Então, com licença, que agora é a minha vez. :)

Pois é, Espumante, está bem apontado, mas nenhum é verdadeiramente um erro. Melhor: não é o erro que eu quero que apontem.

Beijolas.

abril 10, 2008 9:59 da manhã  
Blogger Carlota said...

Não, Beg, não é isso. E também não é nenhuma questão de direito em sentido estrito, se bem que a um jurista o erro não poderá escapar.
Beijolas.

abril 10, 2008 10:01 da manhã  
Blogger Armando S. Sousa said...

Este comentário foi removido pelo autor.

abril 10, 2008 10:51 da manhã  
Blogger Armando S. Sousa said...

"Mandatária" em vez de "mandante"?

abril 10, 2008 11:09 da manhã  
Blogger Carlota said...

Exactamente, Armando!

Parabéns pela persistência!

Grande beijola.

abril 10, 2008 4:07 da tarde  
Blogger espumante said...

Fiuuuu! Tenho de deixar aqui os meus parabéns ao Armando. Uma calinada e das grossas...

abril 10, 2008 5:27 da tarde  
Blogger Armando S. Sousa said...

Este comentário foi removido pelo autor.

abril 11, 2008 12:55 da tarde  
Blogger Armando S. Sousa said...

Obrigado.

Na realidade, acho que se esmiuçar-mos o pequeno trecho da notícia do Público, ela é um hino ao mau jornalismo.

Para além, do erro de palmatória de trocar "mandatária" por "mandante", que altera completamente o sentido do texto, há mais "erros".

Quando usa o termo "viúva" está errado, pois é viúva, aquela mulher que lhe morreu o marido e não se voltou a casar, e não aquela mulher que matou o marido...
Como estamos a falar num caso de justiça deveria ser aplicada a palavra a "ré" Maria das Dores.

Quando o jornalista escreve " advogado assistente da família da vítima", deveria escrever "advogado assistente dos pais da vítima" pois há um conflito de interesses, por um lado a ré é também familiar da vítima, por outro lado, a vítima e a ré tem um filho em conjunto.

Não sou professor de português, mas penso, que deveria ser assim escrito o artigo.

Um abraço

abril 11, 2008 1:26 da tarde  
Blogger av said...

E já repararam que todos os homens da história se chamam "Paulo"?
É curioso. Acho que nenhum Paulo se aproximará mais da terrível Maria das Dores...
Beijinho, Carlota

abril 14, 2008 12:46 da tarde  

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